quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Poço

Quando muito antes, brincava às voltas da piscina e via, não a sua, mas a imagem do céu refletida nas águas claras, tentava de tudo para alcançá-la e quando estava quase a tocá-la havia alguém que a afastava de tamanha beleza. Não possuia discernimento de vida, possuia sim três anos vividos e olhos atentos ao mundo que a rodiava. Um dia então, em um "pedaço" daquele céu que a chamava, a criança estava a se agaichar às suas beiras e achar uma forma de ir encontrar o azul brilhante. Em um momento de distração dos guardiões, escorregou o pé, arregalou os olhos, sorriu e abriu os braços ao mergulhar na imensidão. Aos poucos segundos que ai ficou suspensa em baixo d'água, não entendia porque tanta beleza a sufocava e porque abaixo dos brilhantes havia tanta escuridão. Quando ja esmorecia sentiu ser puxada para cima por alguém. De volta à casa, a criança foi posta para descansar após o ocorrido. O que se passava em sua cabeça? Naquele momento nada, mas anos depois sonhara e relembrara o fato, a única questão que ainda permanecia era por que tão rara beleza escondia tão escuras profundezas.

2 comentários:

  1. interessante, né?
    que o escuro esconde claridades.
    assim como a luz esconde sombras.
    a ideia é permear a sombra de luz e a luz de obscuridades.
    integrar.
    :-)

    ResponderExcluir
  2. ainda bem q eu fiz aulas de natação ^^
    hehhe

    massa o texto.

    ResponderExcluir